Objetivos do DRBFM
- Guiar o engenheiro de design, de maneira acertada, sistemática e criativa, durante todas as fases de um projeto de alteração;
- Atingir um design robusto para um processo robusto, de maneira precoce, ainda na fase de design;
- Fazer com que, além dos engenheiros de design, a produção, compra, entregador e clientes também participem do processo de alteração;
- Conectar ativamente o engenheiro de design ao processo de qualidade e, com isso, terminar com a separação entre o processo de qualidade e o processo de desenvolvimento.
Definições
DRBFM (Design Review Based on Failure Mode) é um método para descobrir problemas e desenvolver medidas preventivas notando e discutindo modificações intencionais (design modifications) e modificações incidentais (changes in part environment). O método encoraja a habilidade do ser humano em achar problemas, e é uma ferramenta prática baseada no FMEA e FTA.
É um método de criatividade que acompanha o desenvolvimento e, ao mesmo tempo, uma filosofia para descobertas de design discurso-orientada, ou seja, avaliação de design. O método garante que os produtos mantenham a alta qualidade mesmo após uma modificação. O DRBFM originou-se no reconhecimento de que as modificações trazem consigo o maior potencial de falhas, independentemente se os processos ou sistemas são modificados devido a custos, pressão por inovação ou por novas demandas de produtos. Não obstante, o DRBFM traz um complemento para as possibilidades de falhas e análises de influência (FMEA) e avalia as mesmas através disto. As possibilidades de falhas e informações de FMEA precedentes podem se desejadas, ser utilizadas na análise DRBFM.
Histórico
DRBFM foi desenvolvido na Toyota Motor Corporation por Tatsuhiko Yoshimura, o qual foi, por 32 anos, responsável pela confiabilidade na Toyota. A filosofia por trás do método chama-se GD3 (Cubo GD) ou filosofia Mizen Boushi (traduzindo rudemente: medidas de prevenção). GD3 é abreviação para: Good Design, Good Discussion e Good Dissection. DRBFM é utilizado na filosofia Mizen Boushi para guiar discussões de modos de falhas potencial e causas raiz, e examinar desenhos de protótipos de peças.
Aplicação
O método encoraja a habilidade do ser humano em achar problemas, e é uma ferramenta prática baseada no FMEA e FTA. É amplamente aplicável: tanto desenvolvimento de novas peças, peças envolvendo modificações de engenharia, sistemas, ou sub-componentes.
Abordagem
A abordagem para DRBFM é dividida em duas fases: a fase de análise ("FMEA criativo") e a fase Design Review. Na fase de análise, de um lado as modificações e suas potenciais falhas são compiladas para as funções e a aplicação das exigências. Do outro as possíveis causas de falha e efeitos recíprocos são identificados e as providências para sua eliminação são especificadas no projeto. O resultado desta fase é um projeto robusto, que documenta a base de cada etapa de criação e de desenvolvimento.
Durante a fase seguinte de Design Review o projeto robusto é reconstruído e examinado a fim de definir outras falhas potenciais. Na fase de análise os riscos de qualidade verificados são melhorados construtivamente e tentativas são planejadas a fim de comprovar a robustez com as amostras necessárias. Ao mesmo tempo ocorre o ajuste com a produção.
A ferramenta de base para ambas as fases dá forma ao formulário de trabalho de DRBFM, no qual os resultados da discussão (análise) e as providências encontradas são documentados detalhadamente (DRBFM worksheet).
Procedimentos adicionais de trabalho devem ser documentados em outras tabelas, ou seja, em ferramentas para uma melhor visão geral. Além disso, há, entre outras coisas, a comparação das modificações do sistema e/ou das funções na comparação com o produto predecessor.
O método faz com que:
- o foco seja nas alterações,
- a concentração do trabalho de desenvolvimento seja somente nos aspectos críticos do produto,
- uma distribuição de tarefas entre o engenheiro de design e a equipe de review torne-se uma aplicação efetiva de alterações com verificação e divulgação simultâneas dos resultados,
- as alterações não sejam consideradas isoladamente, mas como um conjunto no sistema, ou seja, que os produtos sejam considerados sistematicamente e como um todo,
- o gerente de projeto tenha uma visão geral sobre o status de todas as alterações no projeto, que o mostre, de maneira rápida, se estas estão resolvidas, críticas ou rejeitadas e por quais motivos.
Fontes
SCHMITT, R.; KRIPPNER, D.; BETZOLD, M. Geringere Fehlerkosten – höhere Zuverlässigkeit. Qualität und Zuverlässigkeit, Jahrgang 51, Ausgabe 06, p.66 - 68, 2006.
SCHMITT, R. et al. Keine Angst vor Änderungen! Robustes Design für innovative Produkte. Qualität und Zuverlässigkeit, München, Jahrgang 52, Ausgabe 03, p.24 - 26, 2007.
SCHORN, M.; KAPUST, A. Im Fluss: Wie Toyota von DRBFM Profitiert. Qualität und Zuverlässigkeit, München, Ausgabe 04, p.56 - 58, 2005.
SHIMIZU, H.; IMAGAWA, I.; NOGUCHI, H. Reliability Problem Prevention Method for Automotive Components - Development of GD3 Activity and DRBFM (Design Review Based Failure Mode). In: INTERNATIONAL BODY ENGINEERING CONFERENCE, 2003, Chiba, Japan. Proceedings... Chiba: SAE International, 2003. p.371 - 376.
Sites
WZL RWTH Aachen: Projekt DRBFM – Design Review Based on Failure Mode
http://www.drbfm.com/
Forums
Elsmar/Forums/DRBFM
Softwares
SCIO™-DRBFM
Cursos
DRBFM Seminare 2008
International Applied Reliability Symposium 2008
International Applied Reliability Symposium 2007
Melhores práticas relacionadas
FMEA, FTA, Mizen Boushi (GD3)
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